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POSTADO EM 09 DE NOVEMBRO DE 2018

95% dos pós bariátricos estão satisfeitos após cinco anos de cirurgia, aponta SBCBM

Cirurgia de redução de estômago, além de emagrecer, auxilia pessoas em uma melhor qualidade de vida

 

Quando as cadeiras das praças de alimentação já não eram mais confortáveis ao seu corpo e brincar com os filhos Laís e Leonardo se tornou tarefa difícil, devido à dificuldade em sentar, levantar e correr, um alerta ascendeu na vida da fisioterapeuta Alessandra Corrêa: Era hora de uma mudança de vida. Ela decidiu buscar na cirurgia bariátrica uma melhor qualidade de vida e, consequentemente, o emagrecimento. Em 2012, aos 34 anos, se submeteu ao procedimento que diminui o tamanho do estômago. “Não foi uma decisão fácil. Passei três anos me preparando psicologicamente para o desafio e a mudança de vida”, destaca Alessandra. Hoje, aos 40 anos, ela afirma que se não tivesse feito a cirurgia, provavelmente teria vários problemas de saúde. “Estou muito satisfeita com meu corpo e minha saúde”, ressalta. Alessandra eliminou 50kg nos primeiro 7 meses da cirurgia dos 110 que carregava. 

Após sucesso na cirurgia, e nesses seis anos de operada, Alessandra faz parte dos 95% de paciente que estão satisfeitos após cinco e sete anos com os resultados do procedimento e com a melhoria na qualidade vida. Esse número é uma análise da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), que afirma que entre os pacientes que sofriam de obesidade mórbida no Brasil e passaram pela bariátrica nesse período, afirmaram estar satisfeitos, ou ainda, que fariam a cirurgia novamente. Para a psicóloga da Clínica LEV em Uberlândia, Alessandra Mattar, a pessoa que está obesa, perde um pouco do amor próprio e acaba se entregando. “Com isso, a pessoa acaba comendo mais, não faz atividade física e acaba desenvolvendo doenças. Então, realmente, quem faz a cirurgia bariátrica está em busca, além de melhorar a saúde, mas de voltar a gostar de si próprio”, afirma.  

A pesquisa foi realizada pelo cirurgião bariátrico Luiz Vicente Berti e aponta que, entre os entrevistados - 65% mulheres e 35% homens - 95% apontaram melhoria na autoestima e 88% estão mais vaidosos. Após a bariátrica, Alessandra afirma que faz desse sucesso da cirurgia uma fonte de inspiração. “Tento ajudar as pessoas, principalmente, as que se submetem ao procedimento e voltam a ter reganho de peso ou mesmo que não conseguem estabelecer uma boa relação com a comida e se torna escravo dela”, completa.  

"A realização da cirurgia bariátrica é uma mudança muita radical e requer preparação de pré-operatório, tais como iniciar um tratamento nutricional antes da cirurgia. Isso ajuda a vencer dificuldades futuras em relação às quantidades de alimento e comportamento alimentar. Além disso, é muito importante fazer um tratamento psicológico sério e eficiente para enfrentar as mudanças positivas que vêm junto com a cirurgia", explica o cirurgião e endoscopista bariátrico Luís Augusto Mattar. O especialista se refere à dieta restrita nos primeiros meses após a cirurgia, e na reeducação alimenta para o resto da vida, para evitar o reganho de peso. Assim como  a mudança física, com o rápido emagrecimento que, por vezes, pode causar estranhamento no paciente e uma não aceitação de si mesmo.  

Alessandra lembra que, apesar de se alimentar de frutas, antigamente não tinha controle da sua fome e do exagero. “Antes, tinha dificuldade de saber o limite de parar de comer porque não me sentia saciada. Parecia que meu estômago não tinha fundo. Eu comia maçã, mas não comia uma apenas, comia três ou quatro, até que aí sim me sentia saciada”. Hoje, com auxílio de profissionais, diz que se alimenta como uma pessoa “normal”, mas sabe seu limite e sempre busca alimentos mais saudáveis. “A comida deixou de ser um valor para mim e saiu da escala de primeiro lugar no ranking das coisas mais importantes. Alimento de frutas, verduras, legumes, carnes, sucos de verduras que eu mesma preparo (de forma prática e bem funcional)”, salienta.  

            Atualmente, além de Miss Bariátrica, Alessandra dá palestras e treinamentos pelo Brasil afora fazendo com que essas pessoas tenham uma vida de excelência e que tenham a possibilidade de recuperar o tempo perdido. “Não é a cirurgia que muda a autoestima e a autoconfiança das pessoas. Elas precisam, em primeiro momento, se conhecerem o suficiente para aceitarem todo o desafio que acontece no depois”, final

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