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POSTADO EM 08 DE NOVEMBRO DE 2017

Cigarro eletrônico é prejudicial à saúde tanto quanto o convencional

O cigarro eletrônico é um dispositivo que converte em vapor a nicotina diluída em líquidos específicos. Desenvolvido em 2003 por um farmacêutico chinês chamado Hon Lik, que alegou ser uma forma menos nociva de consumir a substância. No entanto, pesquisas apontam que o consumo é tão prejudicial à saúde quanto o cigarro convencional. Por ser de fácil acesso, cada vez mais pessoas, principalmente, os mais jovens estão fazendo o uso indiscriminado desse tipo de cigarro.

 

A médica pneumologista da Clínica Lev, Adriana Castro de Carvalho, explica que ao inalar o vapor, que provém de um líquido, esquentado por uma bateria, o indivíduo consome uma substância que não é propriamente a fumaça do cigarro, mas não deixa de ser química e nociva à saúde. Além da nicotina que é a causadora do vício, estão presentes nesse líquido, as nitrosaminas, que são compostos químicos cancerígenos de estrutura química. As pessoas que já fumam o cigarro convencional e não conseguem deixar o vício acabam utilizando os cigarros eletrônicos mas estes não deixam de causar problemas à saúde.

 

“O uso dos cigarros eletrônicos podem provocar várias situações que podem acontecer a curto, médio e longo prazo. A pessoa que é asmática, ou que tem rinite alérgica, pode desenvolver um quadro alérgico fazendo o uso desses cigarros. As crianças que ficam expostas à fumaça propagada por meio desses dispositivos também podem desenvolver alergias mesmo com a inalação menor da fumaça, já que a mesma é um dos principais malefícios pra quem tem o problema”, contou.

 

O cigarro comum é uma droga que contém mais de 4700 substâncias químicas, 60 cancerígenas, e está associado a diversos tipos de doenças. Além do câncer, desencadeia problemas cardiovasculares e pulmonares. Para manter o mercado ativo, os fabricantes colocam sabores aditivos no produto. Os cigarros eletrônicos também são produzidos com os mais variados aromas e prometem ajudar a reduzir o consumo, o que não é comprovado cientificamente.

 

“Publicações recentes de jornais internacionais, não recomendam essa alternativa de cigarro convencional para o eletrônico” e acrescenta que isso não acaba com o tabagismo. Ele não é recomendado e não é liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), assim como não é uma forma que utilizamos para substituir o cigarro. Existem outras formas para auxiliar e acabar com esse problema. Quando o profissional percebe que existe um grau de dependência maior, ele utiliza recursos como medicamentos, adesivos e goma de mascar. O paciente ainda pode buscar uma intervenção psicológica para ajudar no tratamento”, finalizou.

 

 

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