Notícias


POSTADO EM 20 DE ABRIL DE 2017

Obesidade cresce 60% e já atinge 1 a cada 5 brasileiros

Dados inéditos divulgados pelo Ministério da Saúde alertam para alta prevalência de doenças causadas pelo excesso de peso 

O brasileiro está mais obeso. Em 10 anos, a prevalência da obesidade passou de 11,8% em 2006 para 18,9% em 2016, atingindo quase um em cada cinco brasileiros. Os dados inéditos divulgados nesta segunda-feira (17/4) fazem parte da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) realizada pelo Ministério da Saúde em todas as capitais do país.

De acordo com a pesquisa, o crescimento da obesidade é um dos fatores que pode ter colaborado para o aumento da prevalência de diabetes e hipertensão, doenças crônicas não transmissíveis que pioram a condição de vida do brasileiro e podem até matar. O diagnóstico médico de diabetes passou de 5,5% em 2006 para 8,9% em 2016 e o de hipertensão de 22,5% em 2006 para 25,7% no último ano. Em ambos os casos, o diagnóstico é mais prevalente em mulheres. 

Fatores apontados na pesquisa:

Excesso de peso e alimentação – A obesidade aumenta com o avanço da idade, mas mesmo entre os mais jovens, de 25 a 44 anos, atinge indicador alto: 17%. Excesso de peso também cresceu entre a população. Passou de 42,6% em 2006 para 53,8% em 2016, e já é presente em mais da metade dos adultos que residem em capitais do país. A pesquisa também mostra a mudança no hábito alimentar da população. Os dados apontam uma diminuição da ingestão de ingredientes considerados básicos e tradicionais na mesa do brasileiro. O consumo regular de feijão diminuiu 67,5% em 2012 para 61,3% em 2016. E apenas 1 entre 3 adultos consomem frutas e hortaliças em cinco dias da semana. Esse quadro mostra a transição alimentar no Brasil, que antes era a desnutrição e agora está entre os países que apresentam altas prevalências de obesidade.

Menos refrigerante e mais exercícios físicos - Entre as mudanças positivas nos hábitos identificados na pesquisa, está a redução do consumo regular de refrigerante ou suco artificial. Em 2007, o indicador era de 30,9% e, em 2016 foi 16,5%. A população com mais de 18 anos está praticando mais atividade física no tempo livre. Em 2009, 30,3% da população fazia exercícios por pelo menos 150 minutos por semana, já em 2016 a prevalência foi de 37,6%. 

Incentivo a hábitos saudáveis - O incentivo para uma alimentação saudável e balanceada e a prática de atividades físicas é prioridade do Governo Federal, como a proibição da venda, promoção, publicidade ou propaganda de alimentos industrializados ultraprocessados com excesso de açúcar, gordura e sódio e prontos para o consumo dentro das dependências do Ministério, assim como a participação na assinatura da portaria de Diretrizes de Promoção da Alimentação Adequada e Saudável nos Serviço Público Federal, e o lançamento da campanha pela adoção de hábitos saudáveis chamada Saúde Brasil. O Ministério da Saúde também adotou internacionalmente metas para frear o crescimento do excesso de peso e obesidade no país, além de publicar o Guia Alimentar para a População Brasileira, reconhecido mundialmente pela abordagem integral da promoção à nutrição adequada.

Queda da mortalidade - Com expansão do acesso a serviços de saúde, diagnóstico precoce e tratamento, além das ações de promoção da saúde, já impacta na queda de óbitos precoce por Doenças Crônicas Não Transmissíveis. Dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde mostra uma redução anual de 2,6% da mortalidade prematura por doenças crônicas entre adultos (30 a 69 anos).  Com isso, o Brasil já cumpre a meta para reduzir a mortalidade por doenças crônicas, parte do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis no Brasil, de 2011-2022. 

 

 

Fonte: Portal da Saúde

voltar

Outras Notícias